Unacon Sindical participa de ato na Câmara para cobrar transparência na condução da reforma administrativa

“É um assunto que impacta diretamente a vida dos 12 milhões de servidores públicos brasileiros e de toda a população que depende desses serviços”, destacou Rudinei Marques, presidente do Sindicato

A falta de transparência na condução do novo texto da reforma administrativa motivou um ato público na Câmara dos Deputados na tarde desta quarta-feira, 10 de setembro. O presidente do Unacon Sindical, Rudinei Marques, se juntou a outros representantes das carreiras de Estado para exigir a apresentação do texto elaborado pelo Grupo de Trabalho coordenado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). Ao fim da atividade, os dirigentes foram até o gabinete do presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), para protocolar um ofício reforçando o pleito. 

No documento, as entidades requerem a apresentação integral do texto que, conforme adiantou o deputado Pedro Paulo, deve resultar na proposição de uma Proposta de Emenda à Constituição, um Projeto de Lei Complementar e um Projeto de Lei.  

“Até o momento, nós, representantes dos servidores públicos, só tivemos conhecimento do conteúdo de tais propostas por meio de notícias de mídia. Situação inadmissível, pois esse é um assunto que impacta diretamente a vida dos 12 milhões de servidores públicos brasileiros e de toda a população que depende desses serviços”, destacou Rudinei Marques.

O dirigente reforçou ainda que não se opõe ao debate sobre a reforma administrativa, mas que é inaceitável que um projeto de tamanha relevância seja conduzido de forma sigilosa. “Nosso pleito é simples: transparência e diálogo com a sociedade”, afirmou Marques.

Assista um trecho abaixo: 

Assembleia Geral

A entrega do documento foi uma das ações definidas na Assembleia Geral do Fonacate, realizada nesta terça-feira, 9, em Brasília. Na ocasião, as entidades deliberaram um conjunto de medidas institucionais para ampliar o enfrentamento à proposta, que envolvem iniciativas de comunicação pública, providências administrativas para acesso formal às informações, articulação política no Parlamento e mobilização social.

Com as iniciativas, as entidades reforçam a cobrança por transparência e diálogo social na tramitação da reforma administrativa, reafirmando a defesa da valorização do serviço público.