Os servidores da CGU no Amapá iniciaram oficialmente, nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, um movimento de mobilização em defesa da valorização da Carreira de Finanças e Controle e do fortalecimento do sistema de controle interno do país. A mobilização denuncia duas situações consideradas insustentáveis pela categoria. A primeira é o descumprimento do Acordo nº 41/2024, cujos compromissos firmados não foram integralmente cumpridos pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), gerando preocupação quanto à segurança institucional das negociações. A segunda é a demora na tramitação da Lei Orgânica da CGU, cuja remessa ao Congresso Nacional segue pendente no âmbito do MGI, sem justificativa considerada razoável pelos servidores.
Segundo o delegado sindical no estado, Adelton Vilhena, o sentimento predominante entre os servidores é de desânimo diante do descumprimento do acordo e da ausência de avanços estruturais. A unidade conta com cerca de 20 servidores, dos quais aproximadamente 90% ingressaram no último concurso, com cerca de três anos de atuação no órgão. Muitos vieram de outras instituições públicas, como o Judiciário Federal, a Justiça do Trabalho, a Polícia Federal e o INSS, trazendo experiências institucionais diversas e expectativas de valorização profissional.
“Em relação aos próximos passos, aguardamos as diretrizes da Diretoria Executiva Nacional. A partir dessa orientação, vamos intensificar a mobilização dos servidores no estado, ampliar o diálogo com a imprensa e dar visibilidade à forma como o processo de valorização da carreira vem sendo conduzido, bem como aos prejuízos que essa situação traz para a sociedade”, afirma Adelton Vilhena. De acordo com o delegado, o cenário atual tem gerado frustração e incerteza quanto à permanência na carreira. “Há servidores que já estudam para deixar o órgão. O nível de desapontamento é significativo e afeta diretamente a motivação da equipe”, relata.
O Unacon Sindical acompanha e apoia a mobilização no estado. Em breve, o Sindicato divulgará a convocação de Assembleia Geral Extraordinária (AGE), com indicativo de início imediato de operação-padrão em âmbito nacional, além de um dia nacional de protesto. “O Sindicato acompanha de perto a mobilização no Amapá e reforça que a valorização da Carreira de Finanças e Controle é condição essencial para o fortalecimento do controle interno e da integridade pública. Seguiremos atuando em todas as frentes institucionais para garantir o cumprimento dos compromissos assumidos com a categoria”, declara o presidente Rudinei Marques.