Unacon Sindical cobra cumprimento do acordo firmado em 2024 durante reunião da MNNP e reforça pressão contra governo

Sindicato foi representado pelo presidente Rudinei Marques e reiterou, dentro e fora da mesa, a exigência de cumprimento integral do acordo nº 41/2024

Frustração na mesa de diálogo com o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI). Esse foi o sentimento quando o Unacon Sindical cobrou, durante reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), realizada na quinta-feira, 26 de março, o cumprimento integral do Acordo nº 41/2024, e denunciou o desrespeito do governo com a Carreira de Finanças e Controle. Representado pelo presidente Rudinei Marques, que também preside o Fórum das Carreiras de Estado, o Sindicato reforçou a cobrança também do lado de fora da reunião, onde servidores e dirigentes da entidade realizaram ato público em protesto, com críticas diretas à postura intransigente do secretário de Relações de Trabalho, José Lopes Feijóo. 

Durante a reunião, o governo limitou-se a anunciar a atualização de benefícios já previstos em compromisso firmado anteriormente, sem apresentar qualquer avanço concreto nas pautas estruturantes do serviço público. Entre as medidas confirmadas estão o reajuste da assistência à saúde suplementar, o aumento do auxílio pré-escolar e a atualização da indenização de transporte, que passa de R$ 17 para R$ 89 por dia para os servidores que utilizam veículo próprio em atividades externas, como no caso de auditorias e fiscalizações que exijam deslocamento. O Unacon Sindical critica a ausência de novas propostas e alerta que a mera reposição inflacionária não responde às demandas acumuladas, e que o cumprimento dos acordos firmados é fundamental para que as Mesas de Negociação tenham credibilidade.

Além da cobrança pelo acordo, foram debatidas pautas gerais do funcionalismo, como a criação de um plano de saúde acessível, a implementação do auxílio-nutrição para aposentados e a previsão de recursos orçamentários para as negociações salariais de 2027, já que o governo não pode deixar parcelas a serem adimplidas para o próximo mandato, mas pode destacar recursos para que isso aconteça no próximo governo. O Sindicato também cobrou, à luz de decisão recente do STF em prol da Magistratura, a volta do Adicional de Tempo de Serviço (ATS) para todo o funcionalismo público.

Durante a reunião, servidores da carreira de Finanças e Controle realizaram ato público cobrando o cumprimento do acordo, e, à tarde, dirigentes do Unacon Sindical se reuniram na Controladoria-Geral da União (CGU) e distribuíram panfletos denunciando o desmonte do órgão. Saiba mais:

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