Avião da Air Algerie caiu no Mali, afirma autoridade argelina
Autoridades do aeroporto de Burkina Fasso confirmaram que destroços do voo AH5017 foram encontrados
Fonte: O Estado de São Paulo
O avião operado pela Air Algerie que desapareceu nesta quinta-feira, 24, enquanto sobrevoava o Mali caiu, afirmou uma autoridade da aviação argelina. “Eu posso confirmar que ele caiu”, afirmou a fonte sem dar mais detalhes da causa do acidente.
Autoridades do aeroporto de Burkina Fasso confirmaram que destroços do avião foram encontrados no Mali.
Após a informação da companhia aérea privada espanhola Swiftair sobre a perda de contato com a aeronave, o ministro dos Transportes francês Frederic Cuvillier afirmou que o avião desapareceu enquanto sobrevoava o norte do Mali. Estavam a bordo 110 passageiros e 6 tripulantes.
O avião decolou de Burkina Fasso, país da costa oeste da África, à 1h17 (horário local) e deveria ter aterrissado em Argel, capital da Argélia quatro horas depois, mas não chegou a seu destino. Segundo o ministro dos Transportes de Burkina Faso Jean Bertin Ouedrago, a aeronave pediu para mudar de rota em razão de uma tempestade.
Dois aviões militares franceses que ficam na África foram deslocados para tentar localizar o voo AH5017, informou o porta-voz do Exército francês Gilles Jaron. “Eles irão checar uma área desde o último ponto conhecido do avião até o fim de sua provável rota.”
O voo, que fazia a rota Ouagadougou-Argel, tinha sido fretado para um período de dois meses. O avião, segundo a Swiftair, é um McDonnell Douglas MD-83.
O representante da Air Algerie em Burkina Fasso afirmou que haviam 50 franceses na lista de passageiros. Segundo o jornal El País, seis espanhóis também estavam a bordo.
O Sindicato de Pilotos Comerciais (Sepla), afirmou que os seis eram os tripulantes da aeronave. “Tanto os dois pilotos como a tripulação auxiliar são espanhóis”, disse um porta-voz. /AP, EFE e REUTERS
Com a morte de Suassuna, ABL perde o terceiro acadêmico em um mês
Ivan Junqueira faleceu no dia 3 deste mês e, João Ubaldo Ribeiro, no dia 18
Fonte: Agência Brasil
O presidente da Academia Brasileira de Letras, Geraldo Holanda Cavalcanti, e o o acadêmico Evanildo Bechara representarão a ABL no funeral de Suassuna, amanhã (24), em Paulista, região metropolitana do Recife. O escritor, dramaturgo e poeta paraibano morreu hoje (23/7), aos 87 anos, no Real Hospital Português, onde estava internado desde segunda-feira (21), por causa de um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico.
A ABL determinou luto oficial de três dias. Em nota divulgada logo após tomar conhecimento da notícia, Holanda Cavalcanti lembra o fato de que Suassuna é o “terceiro grande acadêmico” que a academia perde no espaço de um mês – ele se referia a Ivan Junqueira, morto no dia 3 deste mês, e a João Ubaldo Ribeiro, no dia 18.
“Estendemos à família de Ariano nossos profundos sentimentos de pesar. E, à multidão de seus amigos, leitores e admiradores no Brasil e no mundo, nossa solidariedade pela imensa perda. Ariano reunia em sua pessoa as extraordinárias qualidades de homem de letras e de intelectual no melhor sentido da palavra, alguém que, dispondo de uma cultura invulgar, era, ao mesmo tempo, um homem de ação. À sua maneira ocupava-se e preocupava-se com os problemas sociais, focado nos da sua região”, destaca o presidente da academia.
Geraldo Holanda Cavalcanti destacou também o engajamento do escritor paraibano com o Movimento Armorial, “através do qual buscava revigorar a identidade nordestina e suas peregrinações, levando, com humor, sua mensagem por todo o Brasil”.
Ariano Suassuna era o sexto ocupante da Cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, para a qual foi eleito em 3 de agosto de 1989, na sucessão de Genolino Amado. Em 2004, a ABL apoiou a produção do documentário intitulado O Sertão: Mundo de Ariano Suassuna, dirigido por Douglas Machado e exibido na Sala José de Alencar da instituição.
Oposição critica decisão do TCU que inocentou Dilma da compra de Pasadena
Os parlamentares da oposição consideraram que o TCU errou ao isentar a Dilma e outros membros do Conselho de Administração da Petrobras na época pela compra da refinaria
Fonte: Agência Brasil
O relatório do Tribunal de Contas da União aprovado hoje (23/7), que pediu a condenação de 11 diretores da Petrobras a devolver US$ 792 milhões para a companhia por causa da compra equivocada da Refinaria de Pasadena, foi criticado por oposicionistas no Congresso. Já os governistas valorizaram a decisão do TCU de inocentar a presidenta Dilma do Rousseff do processo de compra da refinaria.
Os parlamentares da oposição consideraram que o TCU errou ao isentar a Dilma e outros membros do Conselho de Administração da Petrobras na época pela compra da refinaria. O líder do Solidariedade na Câmara, deputado Fernando Francischini (PR), defendeu que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras investigue se houve pressão sobre o ministro relator, José Jorge.
“Na nossa visão, houve pressão política sobre o ministro José Jorge para isentar a presidente Dilma. Vamos apresentar requerimento de convocação novamente do ministro José Jorge para dar explicações. Se recebeu gente do governo, se houve pressão sobre esse relatório, porque seria uma coisa inédita neste país”, disse.
Na opinião de Francischini, a decisão do TCU beneficiará maus gestores, que não poderão ser responsabilizados quando se omitirem ou forem negligentes com erros cometidos por seus subordinados. “Porque no caso maior do país, que envolve a chefe da Casa Civil, que era presidente do Conselho de Administração, que era a grande gerente superpreparada do nosso país, deixou acontecer isso, por que vamos fazer com prefeito lá na ponta? É um trem da alegria que vai ser convalidado hoje”, avaliou.
Para os defensores do governo, o resultado do julgamento do TCU serviu para “jogar por terra” a intenção dos oposicionistas de tirar proveito político da situação. “Acredito que hoje, sem dúvida, foi um dia de verdadeira ducha de água fria até porque mesmo nessa posição, o ministro José Jorge foi obrigado a reconhecer que a presidenta Dilma não tem qualquer responsabilidade em qualquer irregularidade que foi eventualmente praticada, bem como foi essa a posição do procurador Rodrigo Janot”, disse o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).
No entanto, Costa questionou a isenção do relator da matéria no TCU e disse que “há opiniões divergentes” no tribunal sobre a responsabilidade dos 11 diretores que foram condenados e que ainda poderão recorrer à Justiça.
Os parlamentares se reuniram para ouvir o depoimento do secretário de Controle Externo da Administração Indireta do TCU, Osvaldo Perrout. A oitiva aconteceu a portas fechadas a pedido de Perrout, o que também gerou reclamações por parte da oposição. Ao fim, o relator da CPMI, deputado Marco Maia (PT-RS), também considerou que não havia necessidade do sigilo e disse que as informações prestadas por Perrout corroboram com o relatório do TCU aprovado hoje.
“O técnico aqui reafirmou este entendimento do TCU, ou seja, de um lado tira qualquer tipo de responsabilidade do Conselho de Administração e coloca esta responsabilidade nos diretores. É o que nós vamos nos aprofundar, no processo de investigação, para saber se há realmente esta responsabilidade, de quem é esta responsabilidade e quais os valores envolvidos nesta negociação e que precisam ser devolvidos aos cofres públicos”, disse o relator.
Israel repudia crítica do Brasil sobre bombardeios na faixa de Gaza
Autor: Diogo Bercito
Fonte: Folha de São Paulo
O governo israelense respondeu, nesta quinta-feira (24), com repúdio ao gesto diplomático realizado pelo Brasil no dia anterior –quando convocara seu embaixador em Tel Aviv, Henrique Pinto, para consultas sobre a morte de civis na faixa de Gaza.
À Folha a chancelaria de Israel afirmou oficialmente que “o Brasil está escolhendo ser parte do problema, em vez de integrar a solução”. “Seu comportamento nesta questão ilustra a razão por que esse gigante econômico e cultural permanece politicamente irrelevante.”
O gesto foi recebido, porém, com loas na faixa de Gaza. Palestinos se aproximavam da reportagem da Folha para agradecer-lhe.
“Obrigado por convocar seu embaixador”, diz Tawfiq Abu Jamaa, em Khan Yunis. “O Brasil é melhor do que os países árabes, como o Egito, que não fazem nada”, diz.
Para Sabri Abu Jamaa, “a população civil, em Gaza, não precisamos de recursos. Precisamos de palavras de apoio, como as brasileiras”.
O governo brasileiro havia afirmado, na quarta-feira (23), considerar “inaceitável” o “uso desproporcional da força”. Israel tem bombardeado a faixa de Gaza em uma operação militar há mais de duas semanas, com mais de 700 mortos, a maioria deles considerados civis.
A nota brasileira não cita, porém, os ataques da facção palestina Hamas, que já lançou mais de 2.000 foguetes contra o território israelense, levando à suspensão temporária de voos chegando a Israel ou partindo do país. Três civis e 32 soldados já foram mortos.
O Itamaraty, além de convocar de volta a Brasília o embaixador Pinto, chamou o embaixador de Israel no Brasil, Rafael Eldad, para protestar. Os gestos são vistos pela comunidade diplomática como sinais de repressão.
O descontentamento expresso pela chancelaria brasileira veio na sequência de uma reunião de emergência do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, onde foi aprovada uma investigação da ação israelense, com o apoio do Brasil.
Ponto do Servidor
Autora: Millena Lopes
Servidores em treinamento para as eleições
Começou terça-feira e vai até amanhã encontro com servidores da Justiça Eleitoral de todo o País, que vão treinar os mesários para as Eleições 2014. No prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), eles fazem o curso “capacitação dos multiplicadores do treinamento de mesários com biometria”. Além da troca de experiências, os participantes fazem treinamento prático utilizando as urnas com leitor biométrico.
Representantes da Justiça Eleitoral
Nas eleições deste ano, cerca de dois milhões de pessoas trabalharão como mesários em todo país, incluindo os convocados e os voluntários. De acordo com Thayanne Fonseca, coordenadora do GT Mesários, responsável pela condução do treinamento, a capacitação dos mesários é fundamental, porque no dia da eleição é o mesário que representa a Justiça Eleitoral.
CGU “abraçada”
Cerca de 250 servidores da Controladoria-Geral da União (CGU) se reuniram, na manhã de ontem, para um abraço simbólico ao prédio do órgão. A ação faz parte de uma campanha de reivindicação do Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças Controle (Unacon Sindical), que reclama do enfraquecimento do órgão, com as restrições no orçamento e carência de pessoal.
Agora, o certo
Diferente do que divulgamos, o decreto que prevê cinco mil vagas para a CGU é o 4.321/2002. E não de 2012.
Arraiá no hospitá
O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) organizam um arraiá junino, amanhã, a partir das 18h, no campinho de futebol do hospital. “Num farti naum”, diz o convite distribuído aos servidores, no melhor estilo caipira junino.
Seleção pública em Goiás
A Associação Goiana de Integralização e Reabilitação (Agir) abriu inscrições para uma seleção pública, que vai contratar pessoal para o Hospital de Urgências de Goiânia 2 (Hugo 2), unidade de sáude pública, mas gerida pela organização social, em mais uma Parceria Público-Privada (PPP) do segmento em Goiás.
CLT
A modalidade de seleção não é concurso e tampouco garante estabilidade, já que é em regime celetista. Os interessados têm até domingo para se candidatarem a uma das 2.363 vagas abertas para nível fundamental, médio e superior. Os salários variam de R$ 850,65 a R$ 6.623,73. Mais informações no site www.nucleodeselecao.ueg.br.
Compensação de horas
O Sindicato dos Servidores Públicos Federais no DF (Sindsep-DF) entrou com um mandado de segurança coletivo no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) contra o Comunicado n° 554955/14, de 6/6/14, do Ministério do Planejamento, que determinou que as horas não trabalhadas em decorrência dos jogos da Copa do Mundo deverão ser compensadas até setembro.
No Ministério da Saúde
O sindicato também enviou ofício ao ministro da Saúde, Ademar Arthur Chioro dos Reis, solicitando uma audiência para tratar da compensação dos dias em que, segundo o Sindsep, os servidores “foram impedidos de trabalhar em função dos jogos da Copa”. Para pressionar o órgão a reverter a exigência, os servidores fazem um ato terça-feira, a partir das 10h, em frente ao Ministério da Saúde, caso o governo não apresente até a data do ato uma solução satisfatória para a resolução dessa injustiça.
Dilma vai sancionar marco regulatório das ONGs, projeto de vice de Aécio
Fonte: Folha de São Paulo
Por ser tratado dentro do governo como complementar ao polêmico decreto de participação popular, o Marco Regulatório das ONGs, aprovado no início do mês na Câmara, deve ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff em ato badalado no Palácio do Planalto.
O prazo para a sanção é na próxima semana, mais exatamente no dia 1º de agosto, quando todo um conjunto de dispositivos que regulam a parceria do governo com organizações sociais passarão a vigorar sob a forma de lei.
A ironia é que o autor do projeto é o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), vice na chapa presidencial do tucano Aécio Neves (MG) nas eleições deste ano. O relator do texto também é da oposição: candidato ao governo do Distrito Federal, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB) é o palanque de Eduardo Campos em Brasília.
O marco das ONGs institui uma série de diretrizes para a relação entre governo e sociedade civil, seja por meio de parcerias voluntárias ou transferência de recursos.
Enquanto o marco regulatório dispõe sobre como entidades desempenharão funções dirigidas pelo Estado, como o auxílio na execução de programas de governo, o decreto que normatiza conselhos populares regula sua participação na elaboração de políticas públicas.
Como líder do PSDB no Senado, Nunes foi um dos principais opositores do governo depois da criação do decreto. As diretrizes determinam que órgãos públicos considerem a opinião da sociedade, por meio de instrumentos como conselhos e consultas públicas, na formulação de políticas governamentais.
O tucano afirmou no mês passado, por exemplo, que Dilma quer assegurar participação no governo de “correias de transmissão dos comandos de grupelhos ultraesquerdistas e de setores bolivarianos do PT”. “Caricaturas de ‘sovietes’, clientela de Gilberto Carvalho [ministro da Secretaria-Geral da Presidência]”, disse o senador.
Assessores palacianos acreditam, contudo, que um evento do tipo esvaziaria o discurso de adversários contra o chamado “decreto bolivariano” de Dilma, conforme expressão cunhada pela oposição. A ideia é mostrar que o diálogo com entidades civis é tão natural, que mesmo seus mais contumazes críticos também se utilizam dessa estratégia.
O próprio Gilberto Carvalho, principal articulador palaciano na formatação do marco das ONGs durante sua tramitação no Congresso, tem dito que o governo fará “uma festa” para sancionar a matéria. Na avaliação do ministro, o marco é “necessário e suprapartidário”