Unacon Sindical e Sinditamaraty debatem reforma administrativa e luta unificada em defesa do serviço público

Também presente no evento, o deputado Professor Israel Batista (PV-DF) ressaltou que “não dá para aceitar uma proposta calcada essencialmente em cortes de despesas”

O Unacon Sindical, representado pelo presidente, Rudinei Marques, e pelo secretário executivo, Bráulio Cerqueira, participou de assembleia virtual promovida pelo Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty) nesta terça-feira, 4 de agosto, para debater os contornos da reforma administrativa do Governo Federal e a luta unificada em defesa do serviço público.  O evento também contou com a participação do deputado Professor Israel Batista (PV/DF), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público.

O parlamentar informou que vem dialogando com a Frente Parlamentar da Reforma Administrativa, presidida pelo Deputado Tiago Mitraud (Novo/MG), e munindo-a com estudos técnicos sobre as principais questões envolvidas no debate sobre a modernização do Estado. “Somos favoráveis a melhoria da máquina pública. O que não dá para aceitar é uma proposta de reforma, como a que se ventila, calcada essencialmente em cortes de despesas e retirada de direitos, em uma federação ainda marcada pelo patrimonialismo”, afirmou.

Rudinei Marques destacou que, subsidiados por dados, os servidores já esclarecem muitos dos mitos que prejudicam o debate, no entanto, é preciso intensificar a luta.  “Política é razão, mas também força. Mostramos que não há descontrole de gastos com pessoal, que a qualificação do servidor aumentou, que muitas das entregas atuais do Estado brasileiro são feitas com menos pessoal, que a produtividade aumentou em muitos órgãos públicos durante a pandemia, mas mesmo assim continuamos sendo estigmatizados no discurso oficial. Não abrimos mão do diálogo, mas passado o isolamento social, precisamos mobilizar”, ponderou.

Para concluir, Bráulio Cerqueira abordou os contornos neoliberais da reforma administrativa, desenhada por consultorias privadas de RH, para concluir que “a minimização do Estado, a precarização de direitos e os cortes lineares de despesas – exceto de militares – inscritos na lógica da proposta estão desconectados das necessidades da economia e da população durante e após a crise sanitária e na contramão do que se observa no mundo. ”



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