Unacon Sindical e STN assinam acordo para compensação dos dias parados durante a greve

Conforme o Termo, finalizado na tarde desta quarta, 15, não haverá descontos em folha durante o período de reposição das horas não trabalhadas durante a greve. Celeridade nas tratativas evitou corte de ponto em junho

Nesta quarta-feira, 15 de junho, o Unacon Sindical e o Tesouro Nacional assinaram Termo de Acordo, junto à Secretaria Especial do Tesouro e Orçamento (SETO), para compensação das horas não trabalhadas durante a greve, encerrada na última terça, 7. O acordo, fruto do empenho do Sindicato e da disposição ao diálogo do Tesouro, impediu o corte de ponto antes do fechamento da folha salarial deste mês. Além disso, ficou acertado que não haverá nenhum tipo de desconto durante o período de compensação, que vai até o dia 30 de novembro, sendo prorrogável por mais 30 dias.

O Termo determina, ainda, que não haverá qualquer anotação nos assentamentos funcionais dos servidores aderentes ao movimento grevista.

Uma marco na luta da carreira de Finanças e Controle, que continua

Este é o primeiro termo de acordo, com previsão de compensação de horas não trabalhadas sem que haja corte no ponto do servidor, celebrado no âmbito do Ministério da Economia.

Para o presidente do Unacon Sindical, Bráulio Cerqueira, “o empenho do Sindicato, a disposição do Secretário e da área de recursos humanos do Tesouro, e a sensibilidade da Secretaria Especial do Tesouro e Orçamento foram decisivos para, com muita celeridade, firmarmos um acordo que evita transtornos desnecessários aos servidores e que não deixa dúvidas sobre a legitimidade da nossa mobilização.”

“Também é claro o esgotamento da política remuneratória de compressão permanente dos nossos salários em meio ao crescimento da receita do governo e, principalmente, da inflação. Temos à frente muito trabalho visando a recomposição das perdas, o fim das assimetrias salariais com carreiras correlatas do Executivo e a reestruturação da carreira de Finanças e Controle. E com certeza estamos mais fortes para enfrentar estes desafios”, conclui Cerqueira.