Governo publica nova portaria do auxílio-saúde, mas mantém distorção histórica entre os Poderes

Atualização dos valores não atende pleito das carreiras do Executivo, que seguem cobrando paridade com Legislativo e Judiciário

O Unacon Sindical critica a nova portaria publicada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), nesta segunda-feira, 6 de abril, que atualiza os valores do auxílio-saúde dos servidores do Executivo Federal, mas mantém a principal distorção enfrentada pela categoria: a ausência de paridade com os benefícios pagos aos servidores do Legislativo e do Judiciário. Veja ao final da matéria.

A Portaria MGI nº 2.778, de 2 de abril de 2026, fixa os novos valores per capita para a participação da União no custeio da assistência à saúde suplementar, considerando critérios como faixa etária e remuneração. Apesar da atualização, os valores seguem significativamente inferiores aos praticados nos demais Poderes, perpetuando uma desigualdade histórica que vem sendo reiteradamente denunciada pelas entidades representativas.

A medida confirma, na prática, a crítica feita pelo Sindicato durante a última reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), realizada em 26 de março, quando o governo se limitou a anunciar a atualização de benefícios já previstos, sem apresentar qualquer avanço nas pautas estruturantes do funcionalismo. Na ocasião, o Unacon Sindical cobrou a equiparação do auxílio-saúde e alertou que a mera reposição de valores não responde às demandas acumuladas da categoria.

O Sindicato reforça que a recomposição do auxílio-saúde com paridade entre os Poderes segue como pauta prioritária e continuará sendo cobrada no âmbito da Mesa de Negociação.

Para o Unacon Sindical, a publicação da portaria evidencia mais uma vez a falta de compromisso do governo com a valorização das carreiras do Executivo, ao promover ajustes pontuais que não enfrentam o problema estrutural da desigualdade entre os Poderes.