Categoria entra em operação padrão

Operação padrão é aprovada e começa a partir desta quarta, 8. Indicativo foi deliberado no segundo dia de paralisação dos servidores

Está decidido. Os analistas e técnicos de Finanças e Controle da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e da Controladoria Geral da União (CGU) do Distrito Federal e dos estados vão realizar operação padrão a partir desta quarta-feira, 8 de agosto. O indicativo foi aprovado na tarde desta terça, 7, durante o segundo dia de paralisação da carreira (leia mais aqui). A operação padrão segue até a semana marcada para a negociação de reajuste salarial com o governo, entre os dias 13 e 17 de agosto (leia mais aqui). O Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon Sindical) analisa a possibilidade de nova greve nas próximas semanas, caso o governo não se manifeste.


A força do movimento é o que comprova a força da carreira. “Após nossa paralisação por tempo determinado, fora da repartição, demonstramos que a classe está disposta para a luta. Neste momento, nossa carreira está totalmente mobilizada para a próxima semana, período que o governo afirmou dar uma resposta definitiva sobre o reajuste salarial aos servidores”, afirma Filipe Leão, diretor do Sindicato.

BALANÇO DA GREVE (2)

Na CGU, 45 não foram auditados nos dias 6 e 7 de agosto. Em Dourados, município do Mato Grosso do Sul, a principal rede de TV aberta denunciou o fato (leia mais aqui). A paralisação realizada nas regionais da Bahia, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Sul também foi pautada pela imprensa local.

Na STN, o período serviu para que os servidores fizessem um balanço das contas públicas apresentadas nos últimos relatórios fiscais. Juntos, concluíram que há espaço para negociação salarial e reajustes de servidores nos próximos anos. A análise também foi tema de artigo do Unacon Sindical, publicado no Congresso em Foco, um dos portais de cobertura política mais influente do país (leia mais aqui).

“Com a redução dos juros e a dívida líquida do setor público em queda, abre-se um cenário  fiscal para a redução da meta de superávit primário, sem comprometer as contas da União”, afirma um servidor do Tesouro que preferiu não se identificar.