A recente portaria do Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), que autoriza a contratação temporária de aprovados no Concurso Público Nacional Unificado (CNU), gerou forte reação de entidades representativas dos servidores públicos. A crítica repercutiu na imprensa nacional, com destaque para a entrevista concedida pelo presidente do Unacon Sindical, Rudinei Marques, à Folha de S.Paulo, publicada nesta quinta-feira, 25 de julho.
Na matéria, Marques classificou a medida como um “absurdo”, afirmando que o governo busca implementar uma reforma administrativa disfarçada, sem alterar a Constituição nem submeter a proposta ao debate legislativo.
“Se o cargo está no CNU, se se sabe que tem que fazer concurso, é uma necessidade regular e não excepcional, foge à questão da excepcionalidade”, declarou Marques à reportagem. Ele lembrou que a contratação temporária só deve ser aplicada em situações realmente emergenciais, e que a portaria distorce essa previsão legal ao tentar suprir carências permanentes por meio de vínculos precários.
Confira a íntegra da reportagem abaixo:
Folha de S. Paulo – Servidores criticam portaria sobre temporários do CNU: ‘É reforma administrativa sem mudar Constituição’