Marcha Nacional confirma disposição da carreira de Finanças e Controle para a luta em prol da valorização

Atividade reuniu mais de 500 Auditores e Técnicos Federais de Finanças e Controle em quatro atos públicos, realizados nesta terça e quarta-feira, em Brasília

A Esplanada dos Ministérios, em Brasília, foi palco de grandes atos públicos nesta terça-feira, 4, e nesta quarta-feira, 5 de junho. A Marcha Nacional pela Valorização da Carreira de Finanças e Controle reuniu mais de 500 Auditores e Técnicos Federais de Finanças e Controle em protestos no Ministério da Fazenda, no Tesouro Nacional, no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e na Controladoria-Geral da União (CGU).

As atividades foram integradas por caravanas compostas por AFFCs e TFFCs lotados em todos os estados do país. “Dizem que temos coragem para estar aqui nessa luta, mas temos é costume de lutar pelo que é certo”, afirmou o delegado sindical do Amazonas, Moisés Simões, ao destacar o papel imprescindível que a carreira desempenha na promoção da boa gestão visando à correta aplicação dos recursos públicos. “Eu vou ser repetitivo até os ministros da CGU, do MF, do MGI e o secretário do Tesouro entenderem que não vamos aceitar tratamento desrespeitoso, não vamos aceitar o rebaixamento e a falta de isonomia”, completou o dirigente.

“Viemos aqui lutar por melhores condições de trabalho, pelo reconhecimento e pela valorização da nossa carreira e, também, para antecipar ao MGI que vamos recusar qualquer proposta que não signifique a equiparação salarial com carreiras de mesmo nível, que atuam neste mesmo prédio, lado a lado com os Auditores e Técnicos Federais de Finanças e Controle”, asseverou Rafael Novo, também do AM.

De Brasília, os delegados sindicais Roberto Luttner e Roberta Holder reforçaram o posicionamento. “Temos que lutar, temos que mostrar nossa força e marcar nossa posição: não aos 20 níveis, não a percentuais preestabelecidos, não às imposições do MGI”, disse Luttner. Na mesma linha, Holder ressaltou que uma mesa com tantas balizas não é de “negociação” e sim de “imposição”.

Os dirigentes lembraram falas em que o ministro Fernando Haddad defendeu a valorização da carreira de Finanças e Controle, durante entrevistas e talks. “Ele diz que não acredita em combate à corrupção efetivo sem a CGU fortalecida, diz que o Tesouro tem grandes quadros e defende a valorização dessa ‘turma’, mas desprestigia nossa carreira ao permitir a falta de isonomia, que amplia assimetrias remuneratórias. Nós queremos ver esse reconhecimento que o senhor defende, ministro”, protestou o presidente do Sindicato, Rudinei Marques, na porta do Ministério da Fazenda.

A atividade no MF encerrou a Marcha Nacional e sinalizou a disposição para o enfrentamento. “O que fizemos aqui, hoje e ontem, demonstra a força da carreira. Vamos continuar em luta pela equiparação”, concluiu Rafael Perez, delegado sindical do DF.

Confira as fotos dos atos públicos aqui.