Carreira de Finanças e Controle sobe o tom na luta pelo cumprimento integral do acordo

“Estamos a pouco tempo do fim do mandato do secretário do Tesouro e do ministro da CGU e, até aqui, o legado deles é uma carreira pior do que a que encontraram”, criticou o presidente Rudinei Marques nos atos realizados nesta terça, 7

“Chega de descaso!” era uma das frases estampadas nas faixas erguidas durante a mobilização nacional da carreira de Finanças e Controle, realizada nesta terça-feira, 7 de outubro. Em pauta, nenhuma reivindicação além do cumprimento do que foi acordado pelo governo com a carreira, em novembro de 2024. Quase um ano após a assinatura do termo, muitos itens ainda não foram implementados, e o governo sequer apresentou prazos para encaminhar questões que já afetam a vida dos servidores.

Para exigir respeito, Auditores e Técnicos Federais de Finanças e Controle realizaram atos em diversas capitais do país. Em Brasília, as atividades ocorreram na sede da Controladoria-Geral da União (CGU) e no Tesouro Nacional.

No ato que abriu o dia de atividades na STN, a vice-presidente do Unacon Sindical, Elaine Faustino, listou os itens descumpridos pelo governo. “O PL de reorganização da carreira ainda não foi avaliado pelo MGI, embora tenha sido elaborado pelas Casas supervisoras e recebido sugestões do Sindicato; o GT que trata do nível superior para os TFFCs está parado; e os itens referentes ao interstício de progressão e ao reenquadramento em três níveis para os que estão em início de carreira não foram implementados. É um descaso e não podemos aceitar”, afirmou, conclamando todos à mobilização. “Tenham certeza de que estamos juntos na mesma luta: pela melhoria da carreira.”

Sobre o anteprojeto de lei de reorganização da carreira, o diretor de Comunicação Luiz Alberto Marques, que atualmente está cedido à Câmara dos Deputados, explicou os desafios do trabalho à frente, tendo em vista a aprovação da matéria. Para ele, é fundamental que os servidores estejam unidos e informados desde já. “Essa lei vai nos dar, pela primeira vez, a oportunidade de sentar à mesa de negociação sozinhos”, ressaltou, ao destacar que essa conquista aponta para um cenário de valorização futura.

À tarde, a mobilização continuou com ato em frente ao edifício-sede da CGU. “Estamos aqui para exigir que a integralidade do nosso acordo seja cumprida. O ministro aparece na CPMI, diz se orgulhar da carreira, mas vai terminar o mandato sem entregar nada para ela. Tanto na CGU quanto no Tesouro, até aqui, o legado dos atuais dirigentes é uma carreira pior do que a que encontraram em 2023. Isso é inaceitável. Queremos medidas efetivas. Não estamos pleiteando nada além do cumprimento do acordo”, afirmou o presidente do Unacon Sindical, Rudinei Marques. 

Ao fim do ato, os dirigentes subiram, após uma primeira negativa, ao gabinete da ministra substituta da CGU, Eveline Brito Martins, para entregar ofício que sintetiza as cobranças. “É inadmissível que estejamos chegando a quase 12 meses da assinatura do acordo e o governo ainda não tenha cumprido. O MGI poderia ter implementado o acordo na Medida Provisória 1.286/2024, depois quando a substituiu por um projeto de lei, e agora no PL que vai ao Congresso para atender outras carreiras. Não cumpriu em nenhuma dessas oportunidades. Vai cumprir quando?”, questionou o presidente do Sindicato.

A ministra reiterou que a Pasta tem buscado interlocução com o MGI.

No Tesouro Nacional, pela manhã, o mesmo documento foi entregue ao secretário Rogério Ceron, recebido pela chefe de gabinete, Thayssa Mendes. O ofício também foi entregue pelos delegados sindicais nos estados aos respectivos superintendentes regionais.

Em Brasília, os diretores Frederico Carlos Janz e Arivaldo Sampaio também marcaram presença nas atividades, que contaram ainda com ampla adesão dos delegados sindicais.

Veja como foi o dia nacional de mobilização nos estados na galeria abaixo.