Em reunião, Sindicato cobra ministro da CGU sobre compromissos assumidos com a carreira
Durante encontro, Unacon Sindical entregou Carta Aberta contra o Desmonte da CGU e proposta de criação do Fundo Público de Integridade e Transparência
O Unacon Sindical cobrou, nesta terça-feira, 24 de março, em reunião com o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius de Carvalho, o cumprimento imediato dos compromissos assumidos pela própria Pasta com a carreira, assim como o atendimento integral do pactuado com o MGI e órgãos supervisores no Termo de Acordo nº 41/2024. Dirigentes também apontaram a deterioração do clima organizacional, seja diante do tratamento generoso concedido a outras carreiras, seja em função do descumprimento reiterado dos termos do acordo firmado em 2024. Participaram da reunião o presidente do Unacon Sindical, Rudinei Marques, o secretário-executivo da entidade, Daniel Lara, o secretário-executivo adjunto da CGU, Flávio Prol, a chefe de gabinete do ministro, Karen Pimentel, o presidente do Conselho de Delegados Sindicais (CDS), Celso Duarte, além do ministro.
Durante a reunião, o presidente Rudinei Marques afirmou que “vivemos um clima organizacional insustentável, diante do desrespeito aos termos pactuados. Não se trata de um debate técnico, mas de decisões políticas, para as quais precisamos de todo o empenho desta Casa”. Na ocasião, Marques apresentou a Carta Aberta contra o Desmonte da CGU e contraproposta preliminar de criação do Fundo Público de Integridade e Transparência, como alternativa estruturante de valorização da carreira. Como sugestão de encaminhamento, Flávio Prol sugeriu reunião imediata entre Sindicato e a secretaria executiva da CGU, para aprofundar o debate sobre a criação do Fundo, e estender o convite à Secretaria do Tesouro Nacional, já agendada para a próxima quinta-feira.
Na mesma linha, o secretário-executivo do Unacon Sindical, Daniel Lara, criticou a condução das negociações e a ausência de avanços concretos em pontos centrais da pauta. Ele destacou que “a atuação do MGI tem sido o principal entrave para o avanço das discussões, especialmente no que se refere ao Nível Superior (NS) para os Técnicos. O que se observa é uma condução excessivamente restritiva, que não permite que o debate avance, o que aumenta a frustração da categoria”.
Flávio Prol informou que ocorreu na última segunda-feira mais uma reunião técnica sobre o anteprojeto de reorganização da carreira, que ocorrerá mais uma rodada e depois o resultado será apresentado ao Sindicato para avaliação. Nesse encontro, afirma que houve avanços no debate sobre as atribuições essenciais e indelegáveis e sobre a indenização de fronteira, tendo sido agendada nova rodada para esta sexta-feira, com apresentação de novos argumentos técnicos sobre pontos não acolhidos.
Ao tratar das condições de funcionamento da Controladoria, o presidente do CDS, Celso Duarte, alertou para o impacto direto da ausência de medidas estruturantes sobre a capacidade operacional do órgão, destacando o esvaziamento das unidades da região Norte. “A mobilização tende a crescer, enquanto a carreira não perceber ganhos concretos. O que vemos são outras carreiras crescendo institucionalmente e a carreira de Finanças e controle sendo preterida”, explicou Duarte. Duarte também solicitou que o ministro dialogue diretamente com as superintendências do Norte, a fim de compreender a gravidade da situação enfrentada. A CGU ratificou sua intenção de promover o concurso de remoção, na sequência do certame de permuta em curso.
O Unacon Sindical reiterou que a categoria não aceitará retrocessos, que a mobilização será intensificada, que haverá trabalho parlamentar no Congresso Nacional para denunciar o desmonte do órgão, além de outras ações que serão implementadas até que haja resposta concreta do governo e cumprimento integral do acordo assinado. Dirigentes sindicais também cobraram a recomposição de quadros, assim como o aproveitamento do cadastro de reserva da Secretaria do Tesouro Nacional, o que conta com o apoio da Pasta.
O ministro Vinícius de Carvalho se comprometeu a conversar imediatamente com a ministra do MGI, Esther Dweck, para reportar a gravidade da situação e sensibilizá-la quanto à relevância da pauta apresentada pelo Sindicato.
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